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Conta-se que os índios Caigangues, habitantes das margens do Rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por MBoy, um deus que tinha a forma de serpente e era filho de Tupã. Igobi, o cacique dessa tribo, tinha uma filha chamada Naipi, tão bonita que as águas do rio paravam quando a jovem nelas se mirava. Devido à sua beleza, Naipi era consagrada ao deus MBoy, passando a viver somente para o seu culto. Havia, porém, entre os Caigangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá que, ao ver Naipi, por ela se apaixonou.
No dia da festa de consagração da bela índia, enquanto o cacique e o pajé bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá aproveitou e fugiu com a linda Naipi numa canoa rio abaixo, arrastada pela correnteza. Quando MBoy
percebeu a fuga de Naipi e Tarobá, ficou furioso. Penetrou então as entranhas da terra e, retorcendo o seu corpo, produziu uma enorme fenda, onde se formou a gigantesca catarata.
Envolvidos pelas águas, a canoa e os fugitivos caíram de grande altura, desaparecendo para sempre. Diz a lenda que Naipi foi
transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas.
Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira
acha-se a entrada de uma gruta sob a Garganta do Diabo onde o monstro vingativo vigia eternamente as duas vítimas.
 
O Parque Aquático Acquamania com 20.000 m2 , é o único atrativo que oferece 8 tobogãs, 07 Piscinas, inclusive de Vôlei Aquático – Biribol, Lazy-river, Twin go, Área de lazer infantil com Golfinhos, Cascatas, Rã gigante. Aberto de Outubro a Março de Quarta a Domingo. De Quarta a Sexta feira das 9:30 as 17:30 Horas Sábados, Domingos e Feriados das 9:30 as 19:30 Horas
 
Pelo menos nove comunidades indígenas, a maioria delas formadas por índios guaranis, vivem num raio de 150 quilômetros em torno de Foz do Iguaçu, assentadas em reservas que garantem território e espaço para a sobrevivência social e cultural dos primeiros habitantes da região da tríplice fronteira.
São cerca de 2,5 mil índios distribuídos entre as comunidades Avá Guarani, Ache, Tavytera-Xiripá, Mborere, M bya Guarani e Maká. Os avás são maioria (1.265) entre os índios da fronteira. Possuem três reservas, duas no Brasil e uma no Paraguai.
As duas reservas indígenas no lado brasileiro estão localizadas nas cidades de São Miguel do Iguaçu e Diamante do Oeste, distantes entre 40 e 90 quilômetros de Foz do Iguaçu.
Reserva Tekohá Añetete
Um grupo de 145 avá-guaranis está assentado na reserva Tekohá Añetete, uma área de 1.780 hectares distante 15 quilômetros da cidade de Diamante do Oeste. A área foi comprada pela Itaipu Binacional em 1997. A binacional auxilia a comunidade em convênio com outros órgãos e entidades desde 1998.
A reserva conta com uma estrutura que pode ser considerada muito boa. Tem escola e posto médico, ambas em alvenaria, telefone, poço artesiano, e em andamento a construção de uma rede de água.
A escola, sob o comando do professor Casemiro Tupã, ensina história, guarani e o português para as crianças da reserva. A escola formou um grupo musical, que já gravou inclusive um CD com músicas indígenas.
Reserva do Ocoí
Localizada em São Miguel do Iguaçu, a Reserva do Ocoí, área de 256 hectares abriga atualmente 115 famílias, totalizando cerca de 520 índios. Quando foram assentados no Ocoí em 1982, os índios eram em número menor: 53 famílias (265 índios), sendo que 145 se mudaram para a reserva Tekohá Añatete.
O aumento da população da reserva se deve a migração de família guaranis do Paraguai, que vieram em busca de melhores condições de vida.
As aldeias indígenas paraguaias
No lado paraguaio, no Departamento (Estado) de Alto Paraná, fronteiriço com Foz do Iguaçu e as cidades lindeiras do Lago de Itaipu, cerca de 600 índios vivem em situação mais do que precária próximo a cidade de Hernandarias, a 60 quilômetros de Foz, numa área de 250 hectares, litigada e invadida por agricultores paraguaios.
"Os achés têm as melhores condições de vida. Vivem da agricultura de subsistência e do artesanato. E têm apoio do missionário norte-americano Bijarne Foster Word", conta Amarilla Barreto.
Na Reserva Natural Del Bosque Mbaracayu, a 100 quilometros da fronteira, estão assentados 180 índios Tavytera-Xiripa numa área de 64,4 mil hectares. São dois grupos, um com 70 a 80 índios e outro com 100 índios que estão assentados na mesma reserva.
Ainda em território paraguaio, em Ciudad del Este, cidade que faz divisa com Foz, estão os índios da tribo Maká. A comunidade é a que possui melhores condições para sobreviver. Os 275 índios estão inseridos em programa sociais da prefeitura municipal. Três vezes por semana profissionais da área de saúde fazem visitas aos indígenas. Os Maká são atendidos por dentistas e médicos (pediatra e clínico geral).
A comunidade tribo reside numa espécie de aldeia conjunta. No espaço cedido pela prefeitura, eles possuem energia elétrica e água encanada. A maior dificuldade é a falta de comida. Os Maká dependem da comercialização de seu artesanato para fazer compras nos supermercados da região.
As aldeias indígenas argentinas
Próxima a Puerto Iguazú, cidade Argentina fronteiriça a Foz do Iguaçu, há duas comunidades indígenas das 42 existentes na Argentina. Os índios Fortin M Bororé Iriopú estão assentados em uma área de 150 hectares no Parque Estadual de Urugua-I.
Na reserva, eles plantam para sobreviver, têm uma escola na área que ensina espanhol e ciências naturais, matemática, história e guarani. O maior problema é a área que ocupam, pequena para 275 índios das duas comunidades.
Serviço
Quem quiser conhecer os costumes e a cultura dos índios que habitam a região das três fronteiras deve entrar em contato com Francisco Barreto Amarilla
Endereço: Rua Joaquim Firmino, 56, centro
CEP: 85.851-070 - Foz do Iguaçu – PR
 
Réplica de arapuca é escola viva sobre árvores
Usar uma arapuca para despertar a consciência ecológica pode parecer paradoxal, mas foi justamente essa a estratégia adotada por um casal de argentinos. Otto Waidelich e Irma Sommerfeld, ambos de 45 anos, são os pais de La Aripuca, uma réplica gigante de armadilha usada para aulas ambientais, em Puerto Iguazú, na fronteira com Foz do Iguaçu.
O ponto turístico é uma cilada capaz de prender as atenções do homem à preservação da flora, uma verdadeira escola viva, onde turistas têm uma aula sobre árvores, dos nomes científicos às suas origens. As informações são repassadas pelo casal, em placas e material didático, visando incentivar o amor e o respeito à natureza.
O atrativo oferece uma coleção de mais de 30 espécies de madeiras do norte da província de Misiones, estado onde fica Puerto Iguazú, a mais próxima cidade na vizinha Argentina. São árvores da chamada selva missioneira. A província também abriga o lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu.
La Aripuca (arapuca em espanhol) impressiona de cara pelas suas dimensões. Construída a partir de um modelo original utilizado para caçar aves, ela tem 17 metros de altura por 60 de diâmetro. Tamanho que permite avistá-la ainda da Ruta Internacional, rodovia na saída de Puerto Iguazú.
Logo na entrada é possível sentir o espírito do empreendimento: uma árvore milenar é usada como portão no centro de recepção de turistas. Seu charme está no tronco de cinco metros de diâmetro. No interior dele tem aparelho telefônico. Conforme Irma, o tronco da "canhafistola" sempre cresce maciço, porém sem um coração.
Projeto - La Aripuca é fruto de um sonho de 20 anos do casal argentino, preocupado em alertar quanto aos prejuízos do corte de espécies nativas e a importância do plantio de mudas. Ela teve sua primeira parte inaugurada em 1998 e foi concluída recentemente com a implantação de centro de produtos artesanais produzidos por índios guaranis.
A reprodução precisou de centenas de árvores até chegar ao formato atual, com peso estimado de uma tonelada. As espécies foram compradas por US$ 50 mil ao logo de cinco anos de fazendeiros que desmataram florestas para agricultura. Algumas caíram por fenômenos da própria natureza, como tempestades. Segundo Irma, as árvores possivelmente seriam queimadas.
A vista pode ser ampliada com uma ida a Andresito, comunidade distante 60 quilômetros de Puerto Iguazú. Lá é possível andar a cavalo na floresta, conhecer observatórios de aves e lavoura de erva mate, principal atividade da economia missioneira, desfrutar produtos da gastronomia regional como o famoso doce de leite de búfalo, além de apadrinhar uma muda nativa.
Horário de funcionamento:
das 9 às 17 horas
   
O artesanato de Foz do Iguaçu é mais representativo na produção de materiais em cerâmica e madeira. O autêntico artesanato regional são os móveis rústicos de madeira entalhada, porcelanas, esculturas, macramê e cerâmica de influência indígena. Em Foz do Iguaçu, a maioria dos artesãos são filiados a COART - Cooperativa de Artesanato da Região Oeste e Sudoeste do Paraná, que concentra e distribui a produção artesanal.
Serviço
Quem quiser conhecer o artesanato de Foz do Iguaçu e região pode visitar a COART
Endereço: Rua Quintino Bocaiúva, 462, Centro
CEP: 85.851-130 - Foz do Iguaçu – PR
Fone:(45) 3523-5518
Produtos Ñandeva
Centro de Recepção de Visitantes da Itaipu Binacional
Endereço: Avenida Tancredo Neves, 6702
 
Um circuito completo para prática de esportes radicais
Quem busca adrenalina tem um novo endereço para explorar em Foz do Iguaçu. É o Campo de Desafios, circuito que oferece várias modalidades de esportes radicais, como arvorismo, tirolesa, muro de escalada, rapel, fafting e escalada em rocha. Aberto a pessoas de várias idades e condições físicas, o Campo de Desafios faz a alegria dos adeptos do ecoturismo e do turismo de aventura.
A lista de requisitos é pequena: gostar de mato, pedra e água e estar dentro da faixa etária estabelecida. Também é aconselhável usar roupas e calçados leves e confortáveis. Entre os passeios, o arvorismo é um dos destaques. Ele está dividido em três áreas de atividades: Elementos Baixos, Elementos Altos e o Muro de Escalada artificial.
Todas as atividades do arvorismo podem ser realizadas individualmente ou em grupos. Além de oferecer diversão, elas despertam habilidades específicas, como autocontrole e coordenação motora. E ainda induzem o participante a descobrir como ir além de suas expectativas e superar seus limites.
Os Elementos Baixos são 11 brinquedos construídos em troncos de eucalipto, cabos de aço e cordas a 50 centímetros do solo. São atividades recreativas que integram os participantes ao meio ambiente. Seu principal objetivo é desenvolver atividades em grupo, como atendimento a empresas, escolas e grupos especiais. A prática tem 45 minutos de duração, sendo indicada para crianças a partir de 7 anos.
Os Elementos Altos são a seqüência de 12 brinquedos que atingem uma altura de oito metros, distribuídos num circuito no meio da mata. O roteiro tem seu final numa tirolesa de 25 metros de extensão. O visitante ainda poderá realizar o "Pulo do Gato", um brinquedo extra, fora de rota, com 12 metros de altura.
Com duração média de 30 minutos, é indicado para pessoas de sete anos para cima. O passeio, porém, é restrito para aventureiros que tenham no mínimo 1,40 metro de altura, devido as exigências do sistema de segurança, que seguem as normas da União Internacional das Associações de Alpinistas (UIAA).
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